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GTA V: o que mudou quando um protagonista virou três

Michael, Franklin e Trevor alteraram o ritmo da campanha e os caminhos para conhecer Los Santos.

Ilustração editorial GUTZ sobre GTA V, com o título da capa em destaque.
Ilustração editorial GUTZ gerada com IA. Não é captura de gameplay nem imagem oficial do jogo.

Três protagonistas mudam mais que a capa

GTA V divide sua campanha entre Michael, Franklin e Trevor. A troca de protagonistas muda o ritmo e permite conhecer Los Santos a partir de vidas que ocupam posições diferentes. No lançamento de 2013, essa estrutura virou uma das principais maneiras de variar a experiência sem abandonar a mesma região.

O jogo chegou em 2013 para PlayStation 3 e Xbox 360. Depois vieram versões para outras plataformas e novas gerações, com mudanças de apresentação e recursos. Mas vamos separar duas evoluções: a do projeto de campanha que nasceu ali e a das versões que passaram a representar esse mesmo jogo ao longo dos anos.

A cidade muda conforme a vida de quem a atravessa

Michael já tem dinheiro, uma família complicada e uma vida que não resolveu seus problemas. Franklin tenta encontrar uma saída para o caminho que parece ter sido reservado a ele. Trevor chega com uma presença que muda o equilíbrio de qualquer situação. O mapa é o mesmo, mas as relações desses personagens com seus lugares não são iguais.

Ao alternar entre eles, o jogo consegue mudar de ambiente e de tom com facilidade. A troca também permite variar perspectivas durante certas missões. Você pode acompanhar a ação de posições diferentes, em vez de esperar que um único personagem esteja sempre no ponto mais conveniente para a cena.

Nos golpes, essa estrutura aparece com clareza. Preparação, funções e execução ajudam a vender a sensação de uma operação com várias partes. Nem toda escolha cria uma missão inteiramente nova, mas o formato tenta fazer o jogador participar do plano antes de acompanhar o resultado. Isso dá outro peso à expectativa de uma grande sequência de ação.

A liberdade também ficou mais imediata

A direção dos carros oferece uma resposta diferente de GTA IV, geralmente mais fácil de transformar em movimento rápido e espetáculo. O mapa mistura cidade, estradas e áreas menos urbanizadas. A troca de ambiente ajuda a variar a experiência sem exigir que o jogador passe o tempo inteiro dentro de uma única paisagem.

Ao mesmo tempo, três protagonistas criam uma dificuldade narrativa. Nem todo mundo vai se envolver com os três da mesma forma. O jogo precisa dividir tempo, desenvolver relações e decidir quando interromper uma história para retomar outra. Você pode adorar a troca e ainda sentir que algum arco recebeu menos espaço do que merecia.

Também existe uma tensão entre a liberdade fora das missões e a direção bastante específica de certas sequências. No mundo aberto, você improvisa. Dentro de uma tarefa, às vezes precisa fazer exatamente o que o plano pede. Essa diferença não começou em GTA V, mas fica muito visível num jogo que vende tantas possibilidades.

Um lançamento que atravessou gerações

As versões seguintes adicionaram recursos e mudanças visuais. A chegada à geração de PS4 e Xbox One, por exemplo, trouxe a opção de primeira pessoa. Depois outras versões continuaram alterando apresentação e desempenho. Em 2025, o PC recebeu a edição Enhanced. Nada disso transforma automaticamente todas as versões em experiências idênticas.

Por isso, quando alguém compara GTA V com GTA VI, vale saber de qual GTA V está falando. A lembrança de 2013, uma sessão recente no console atual e um vídeo de PC modificado podem mostrar coisas muito diferentes. A comparação fica mais honesta quando os contextos aparecem.

Gustavo Rodrigues

Redação GUTZ News

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